Sala de Imprensa
2008-05-12 - Márcia Fraga falou sobre negociações com a China na Abicalçados
12/09/2007
“China – Negociando com sucesso”, foi o tema da palestra da consultora Márcia Fraga, nesta terça-feira (11), na sede da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Com cerca de 20 anos de experiência em comércio exterior, sendo 12 deles vividos na China como gerente geral da Paramont Ásia, Márcia falou para um grupo de empresários que vislumbram negociar com o país asiático.
A palestrante apontou a diferença cultural como principal entrave nas negociações. “A cultura de negócios, principalmente, é muito diferente da nossa. Enquanto o brasileiro vai para uma reunião focado nos objetivos que quer atingir, o chinês pode passar até um dia todo numa mesa de negociação”, avaliou. Ela alertou ainda sobre os riscos dos contratos com fábricas chinesas, principalmente na questão de prazos de entrega e de pagamentos. “Quanto mais barato o serviço, maior deve ser o controle sobre a produção, e o pagamento deve sempre ser feito à vista, adiantado." Em sua passagem pela China, ela teve de recolher máquinas de pintura de couro até mesmo durante a madrugada, pois mesmo especificando no pedido que o couro deveria ser natural, as empresas pintavam o material.
Por outro lado, Márcia acredita que é possível colocar produtos brasileiros na China, mas é necessário um amplo estudo de mercado para saber exatamente o que o cliente quer. “A região de Donguang, por exemplo, é muito rica mas é habitada por pessoas que vieram do meio rural. Logo, os produtos de alto valor agregado não têm saída lá. Eles investem só em imóveis e automóveis”, observou. “O consumidor de luxo está em Shangai, Shenzen e Pequim, e o restante da China ainda tem a mentalidade rural.”
Em função de 56% do território chinês ainda ser considerado rural, a consultora acredita que a China ainda tem muito a crescer em termos de produção. Além de ter ainda 600 milhões de pessoas no meio rural, o governo chinês propicia a abertura de novas empresas. “As prefeituras do interior dão todo o suporte para a montagem da empresa, prédios, disponibilizam funcionários da cidade ou da região mais próxima (o êxodo rural é muito controlado pelo governo), sendo que fica a cargo do empresário a montagem da logística. Mas ainda há muito espaço para crescer”.
Assessoria de Imprensa
Abicalçados/Brazilian Footwear
imprensa@abicalcados.com.br
2008-05-15 - Entrevista com MacauHub
14/05/2008
Exportação de calçado para a China até Abril representa 73 por cento das vendas em 2007
São Paulo, Brasil, 14 Maio - O Brasil exportou para a China Continental, Hong Kong e Macau, 355.183 pares de sapatos entre Janeiro e Abril de 2008, equivalente a 73 por cento das vendas de 2007, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
As vendas brasileiras para a China atingiram 5,72 milhões de dólares nos primeiros quatro meses de 2008.
Em 2007, o Brasil exportou 486.979 pares de sapatos para China Continental, Macau e Hong Kong com um valor de 8,29 milhões de dólares.
Nos primeiros quatro meses de 2008, as exportações globais da indústria de calçado brasileira totalizaram 646 milhões de dólares, correspondendo a 67 milhões de pares de sapatos.
"Durante 25 anos, as exportações brasileiras foram orientadas para os Estados Unidos, mas as empresas brasileiras perderam espaço porque os chineses começaram a exportar com um preço menor", refere a consultora brasileira Márcia Fraga.
A consultora regressou ao Brasil para apoiar empresas que querem actuar na China,depois de nove anos em Donguang, na província de Guangdong, onde existe uma grande comunidade de industriais de calçado provenientes do sul do Brasil.
Márcia Fraga disse à macauhub que, após a queda das exportações na década de 90, e constatando que não tinham como competir com os custos de produção dos chineses, alguns empresários brasileiros do sector decidiram estabelecer-se na China que é, hoje, responsável pela produção de 60 por cento dos sapatos fabricados no mundo.
"O Brasil sempre foi muito forte em calçado de moda e de couro. Nós não vamos competir com a China. Não vamos exportar para a China sapatos baratos. Vamos exportar sapatos caros", afirmou a consultora, que vê na crescente classe média dos grandes centros chineses um grande potencial para a indústria do calçado do Brasil.
Um exemplo de marca brasileira que está a investir no consumidor chinês de luxo é a Arezzo, que inicia hoje um ambicioso projeto de expansão ao inaugurar em Xangai a primeira das 12 lojas que pretende abrir na China durante 2008.
Segundo comunicado da empresa, a Arezzo quer ter, em parceria com a Prime Success, de Hong Kong, 207 lojas na China até 2016, nas quais venderá sapatos, a preços entre os 150 e 240 dólares, bolsas e acessórios.
A "Prime Success", que possui lojas em Hong Kong, China Continental e Taiwan, tem a distribuição exclusiva da Adidas na China e fabrica sapatos para dezenas de retalhistas internacionais, como as empresas norte-americanas Wal-Mart e JC Penney. (macauhub)
2008-07-21 - PORTAL(nota divulgada em 21/07/08 no Jornal do Comércio)
O lançamento da Missão Ásia e do Portal Chíndia motivou concorrido coquetel no salão de eventos do Iguatemi Corporate. Daniel Flores e Márcia Fraga foram os anfitriões da ocasião, que reuniu nomes ligados ao comércio exterior. A Missão Ásia, que acontecerá em outubro, levará empresários brasileiros para fazer uma imersão no emergente mercado dos países do Oriente. Martin e Kirsten de Kroes Titton marcaram presença.
Por Eduardo Bins Ely
2008-07-22 - Evento-PORTAL CHÍNDIA (nota divulgada em 17/07/08 no jornal O Sul)
Márcia Fraga e Daniel Flores reuniram empresários e gente conhecida para coquetel em que a conversa foi a respeito das possibilidades comerciais nos contatos com a China e Índia. Inclusive, os programas, de viagem aos dois países, promovida pelo Portal Chíndia, foram apresentados durante os drinques do final da tarde de terça-feira. A viagem, com um grupo de empresários, tem previstos vários contatos em diversas ciddades da China e Índia, visando incrementar negócios. Ivete e Roberto Weber, Luis Carlos Schuch, Kirsten e Martin Titon, Tito Paludo e muitos outros participaram do encontro.
Por Paulo Gasparotto
2008-08-07 - Chíndia, a nova fronteira - (Nota divulgada Revista Versatille)
Revista Versatille- Edição do mês de Julho/Agosto
Economicamente falando, existe um novo território na Ásia e ele se chama "Chíndia". O termo é novíssimo e faz a junção de China e Índia. Para os especialistas, a união comercial dessas duas nações daria vida a uma potência de proporções colossais. " Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a China e a Índia não competem entre si, elas se complementam", explica a consultora Márcia Fraga. Diretora de operações do Portal Brasil China Comércio Internacional, ela viveu 12 anos em solo chinês, época em que abriu uma planta de fabricação de calçados, desbravando á cultura e os costumes do empresariado local.
Hoje, ajuda empreendedores brasileiros a entender o modo de agir chinês. Em 1979, na primeira fase de abertura comunista, o governo direcionou-se para a produção em massa de infinitos tipos de produtos a preço baratos. A Índia, por sua vez. a partir de 1982, começou a investir no desenvolvimento de softwares. Desde então , basicamente, a China oferece manufatura e a índia, serviços. O mundo, diz a consultora, está terceirizando ou vai terceirizar serviços na Índia, tal como produz ou vai produzir na China. " Isso é a Chíndia. Vivemos em um mundo plano,. As empresas buscam, vantagens e não há nada de errado nisso. Quem tem um cliente e quer mantê-lo faz a produção onde achar interessante ou perde o cliente, fecha a fábrica e entra em recessão",opina.
Por Queli Giuriatti
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